O comodismo cultural na criação de filhos.
- Beca Yamashita

- 18 de fev.
- 1 min de leitura

Há alguns meses, Bê virou um fã de BTS. Foi quando percebi que estava extremamente acomodada com a forma de que consumo conteúdo. Eu via as mesmas coisas, os mesmos artistas, as mesmas artes... Isso estava empobrecendo meu repertório para conversas com todos, mas especialmente com o Bê.
Eu não acho que nosso entretenimento precisa sempre ter um propósito, mas me fechar nos mesmos temas estava me deixando muito preguiçosa mentalmente.
Comecei a notar que eu já não tinha referências nas conversas, com dificuldade até para escrever (algo que costuma ser natural pra mim).
Mas essa fase repentina do Bê me abriu portas para outros universos que estão me fazendo identificar muito mais com músicas, livros, poemas e arte no geral.

Estou dizendo isso porque, no mundo que vivemos hoje, é muito perigoso ficar numa única bolha cultural e intelectual. Afeta nosso senso crítico e nossa autonomia na tomada de decisões e de repente percebemos que quem está pautando nossas conversas, críticas, inseguranças e até a criação dos nossos filhos é um algoritmo que nos deixa em grupos fechados.
Boa parte de uma boa criação está na quantidade e qualidade das referências que usamos no nosso dia a dia como um todo, não apenas sobre parentalidade especificamente.
Por isso, me permitem a intimidade de um conselho? Leiam livros de estilos desconhecidos, ouçam músicas diferentes, assistam filmes estranhos, consumam arte no dia-a-dia.
Isso nos torna mais capazes de educar futuros adultos completos e funcionais, respeitosos e tolerantes, resilientes e compreensivos. Eu não sei vocês, mas essas são qualidades que desejo para o futuro Bê adulto.




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